Usuários de crack em BH revelam a dificuldade de largar o vício

Série do MGTV mostra os malefícios da droga.
Ex-usuários contam a luta para se manterem longe do crack.

“Se eu tivesse R$ 5 eu gastava R$ 5 num dia, se eu tivesse R$ 50 gastava R$ 50, se tivesse R$ 500, gastava R$ 500. isso num dia. Já cheguei a virar dois dias inteiros utilizando a droga. Direto, sem dormir”, disse o ex-usuário de crack Rodrigo Moreira dos Santos, de 43 anos.

Usuários de Crack em BH (Fonte: G1 - MG)

Usuários de Crack em BH (Fonte: G1 – MG)

Uma das explicações para o efeito devastador do crack é a rapidez com que a sensação de prazer que a droga provoca chega ao cérebro. Estudos mostram que isso acontece em poucos segundos. Mas o prazer também passa rápido demais, causando a dependência logo depois da primeira pedra.

“Quando a pessoa inala aquela fumaça, o prazer que ela sente é até quatro vezes maior que o que ela sente na cocaína, por isso o usuário de crack é tão intenso. Não consegue ficar às vezes numa única pedra”, explicou a psicóloga e coordenadora do setor de dependência química do Hospital André Luiz, em Belo Horizonte, e especialista em dependência química, Kelly Cássia Carvalho.

Rodrigo Moreira dos Santos está há quatro anos sem fumar crack. Ele voltou a trabalhar e a estudar. Hoje, Rodrigo está no quarto período do curso de administração. “O processo é gradativo. Um degrau que a gente tem que subir todo dia”, disse.

A Secretaria de Estado de Saúde oferece atendimento aos dependentes químicos. Interessados devem ligar para o telefone 155. Em Belo Horizonte, a Secretaria Municipal de Saúde oferece os serviços em três centros de referência em saúde mental, álcool e outras drogas, nas regionais Pampulha, Barreiro e Nordeste.

Fonte: G1 – MG

Link direto: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2015/12/usuarios-de-crack-em-bh-revelam-dificuldade-de-largar-o-vicio.html

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