A importância da motivação

A motivação é uma das principais ferramentas para o tratamento da dependência química. A palavra motivação vem da raiz latina motiv, que significa “mover”, e é uma tentativa de compreender o que nos movimenta ou por quê agimos de determinada maneira. É uma série inferida de processos que fazem com que a pessoa se mova em direção a um objetivo específico.

Descrevemos os estágios que podem ser aplicados para entender melhor a dependência química. Os estágios são: Pré-Contemplação, Contemplação, Preparação, Ação e Manutenção.

Apliquemos esses estágios a um casal de namorados: Pré-Contemplação – só se gostam e vão ao cinema; Contemplação – começam a se amar e pensam em casamento; Preparação – são noivos e juntam dinheiro para as coisas da casa como: geladeira, fogão, etc.; Ação – se casam; Manutenção – com muito amor vivem com alegria.

Agora vamos aplicar os mesmos estágios à dependentes químicos: Pré-Contemplação – sem intenção de parar com o uso de drogas. Estão contentes e não pensam nos resultados nefastos; Contemplação – começam a pensar em parar com o uso de drogas. Procuram informações. Não estão completamente prontos para mudar; Preparação – a atitude é positiva e começam a auto-regular o comportamento. Decidem parar com o álcool e com outras drogas; Ação – param mesmo com o uso do álcool e das outras drogas. Procuram uma vida de felicidade; Manutenção – vivem uma vida de sobriedade. Têm muito cuidado para evitar gatilhos e fissuras. Usam todos os recursos para não terem uma recaída.

É difícil perder um hábito. Ainda mais difícil é ir contra a própria vontade. Se alguém não é vitorioso em pequenos e fáceis combates, quando terá êxito nos mais difíceis? Resista desde o início à sua inclinação para os maus hábitos e elimine-os, do contrário eles lhe causarão aos poucos grandes dificuldades. Se você soubesse a paz que há para você e a alegria que há para os outros se você se conduzir bem, creio que você se preocuparia mais com o seu progresso espiritual sem as drogas.

A pombinha voou, voou e não “encontrou onde pousar os pés” (Gn 8,9). E voltou, pousando na mão amiga de Noé. Mais uns dias, o Patriarca a enviou de novo. A pombinha voltou com um raminho de oliveira no bico. Noé reconheceu que a terra estava enxuta e que ele podia sair da arca com sua gente e bicharada.

E a humanidade ganhou um símbolo: a pombinha com o ramo de oliveira no bico ficou sendo um sinal de paz na terra.

Sem drogas vivemos na paz!

HAROLDO J. RAHM, SJ
Presidente de Honra da Instituição Padre Haroldo e do Amor-Exigente

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